Feminicídio: comerciário é condenado a 21 anos de reclusão após matar ex-namorada


Jurados do 4º. Tribunal do Júri de Belém, presidido pelo juiz Claudio Henrique Rendeiro, condenaram Alexandre Macedo Nepomuceno, 40 anos, comerciário julgado por homicídio por motivo torpe contra a ex-namorada, Maria Darlene Silva Costa, 29 anos, o chamado feminicídio.

A pena aplicada ao réu de 21 anos será cumprida em regime inicial fechado.

Por ter respondido ao processo em liberdade, o juiz manteve o sentenciado fora da prisão, até julgamento da apelação da sentença, em segunda instância.

A defesa do comerciário foi feita pelo defensor público Alessandro de Oliveira Silva, que sustentou a tese de homicídio privilegiado, quando o agente reage após sofrer injusta provocação da vítima, rejeitada pelos jurados.

Cerca de 60 pessoas, entre familiares e amigos da vítima, todos de Curuçazinho, zona rural do município de Vigia de Nazaré, a 250 km de Belém, vieram em comitiva para acompanhar o julgamento do comerciário.

Conforme acusação, o crime ocorreu por volta das 22h, do dia seis de setembro de 2015, na moradia do réu, um quitinete localizado à Rua Maura, Bairro Ponta Grossa, Distrito de Icoaraci, Região Metropolitana de Belém.

A acusação relata que a vítima havia terminado o relacionamento por telefone e resolveu ir até a casa do ex-namorado para devolver um aparelho celular e uma carteira de meia-passagem que estava com ela.

ESFAQUEAMENTO

Inconformado com o fim do relacionamento, o réu trancou a jovem no quitinete, onde houve discussão, seguida de esfaqueamento até a morte. Em seguida, ele teria tentado suicídio, produzindo três ferimentos nos pulsos e pescoço.

Vizinhos do acusado acionaram a Polícia Militar, que socorreu o casal, levando os dois ao Hospital Metropolitano. Após ser submetido a curativos e medicado, o homem foi liberado. A vítima morreu no hospital porque a perfuração sofrida nas costas atingiu o pulmão e houve outra perfuração na carótida, conforme atestou laudo de necropsia.

Em interrogatório no júri, o réu mudou a versão do suicídio e disse que agiu em legitima defesa. Ele alegou que a jovem se armou com uma faca e o atingiu nos pulsos e no pescoço.

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