A Associação Paraense de Engenheiros de Minas (Assopem) compilou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na última sexta-feira (23) pelo Ministério do Trabalho (MTb) e fez um ranking com os 24 municípios brasileiros que mais demitiram, em fevereiro, no setor mineral. Mês passado, foram registradas 3.352 contratações e 3.037 demissões na indústria extrativa mineral do país, rendendo saldo positivo de 315 postos, o melhor fevereiro desde 2014.
No entanto, o doce sabor do emprego não foi degustado por todos os municípios brasileiros. E, aqui no Pará, Parauapebas é o maior “expoente” do desemprego na mineração, ao mesmo tempo em que ostenta o título de maior minerador do Brasil. Com uma indústria extrativa consolidada, altamente produtiva, tecnológica e moderna, mas sem novidades em termos de expansão de projetos, cada nova oportunidade anunciada no município é motivo de foguetório.

Na “Capital Nacional do Minério de Ferro”, o saldo ficou negativo em 12 postos, após o balanço de 87 contratações e 99 demissões. Do ponto de vista econômico, as perdas do cargo de assistente administrativo, com remuneração média de R$ 2.983,75 e dez desligamentos, causaram mais impactos negativos ao setor mineral em Parauapebas, somadas às 20 demissões de operadores de máquinas e outras nove de técnico eletromecânico. Apenas as demissões de fevereiro na mineração local têm repercussão econômica, em forma de prejuízo na massa salarial, da ordem de quase R$ 400 mil em um ano.

Mas Parauapebas não está sozinho. Aliás, perde feio para os primeiros colocados em demissão: o mineiro Tapira, com 58 trabalhadores a mais na rua em fevereiro; a capital paulista, São Paulo, com 37; o mineiro Santa Bárbara, com 32; o rondoniense Ariquemes, com 28; e o capixaba Cachoeiro de Itapemirim, com 25.

Confira o ranking dos piores municípios para trabalho no setor mineral em fevereiro! (Assopem)