Segup reforça ações de combate à criminalidade em todo o Estado


Foi iniciada, ainda na noite da segunda-feira (9), uma operação de reforço policial nas ruas da capital paraense e dos demais municípios da Região Metropolitana de Belém (RMB). O maior efetivo nas ruas foi colocado logo após as mortes registradas ao longo daquele dia. As investigações iniciaram e as vítimas já foram identificadas. Além disso, uma sala de situação foi implantada no Centro Integrado de Operações (Ciop) para traçar e definir metas para as operações, comandada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). Essas informações foram divulgadas na terça-feira (10) em coletiva de imprensa, na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, em Belém.

Entre as 13 mortes registrados na segunda-feira está a do policial militar Joaquim Nunes Silva. Os outros 12 eram civis e apenas um ainda não foi identificado ainda. E 9 dos 12 civis têm passagem pela polícia. Durante a coletiva também foi anunciada o início de três grandes operações, nesta terça-feira (10), em diversos bairros da RMB. Mais de 200 homens entre policiais militares, policiais civis, agentes do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) e de órgãos de trânsito de Belém e Ananindeua, além da Guarda Municipal de Belém, fazem parte da operação integrada, que visa coibir a criminalidade.

Equipes da Divisão de Homicídios da Polícia Civil também estão nas ruas atuando na apuração dos crimes registrados ontem. “Nós estamos com várias ações de resposta em diversos locais da cidade. Na capital, estamos atuando em bairros como Jurunas, Cidade Velha, Cremação e Guamá. Já em Ananindeua e Marituba, bairros como Distrito Industrial, 40 horas, Icuí-Guajará e distritos como Icoaraci, Mosqueiro e a região das Ilhas. São operações integradas que incluem todos os agentes de segurança. Nosso foco é dinâmico. São ações que ocupam as ruas e demonstram ostensividade”, detalhou o coronel André, Cunha, secretário adjunto de Gestão Operacional da Segup.

Ainda de acordo com ele, operações como essa ocorrem toda semana, não só em Belém e RMB, mas em todo o Estado. Sobre as motivações para os crimes registrados ontem, o secretário de segurança pública Luiz Fernandes, afirma que as investigações já iniciaram, mas ainda é cedo para divulgar qualquer resultado.

“Ativamos uma sala de situação no Ciop para fazer o acompanhamento dos crimes, ficamos durante toda a noite no local. Montamos a equipe de fortalecimento da divisão de homicídios que passou de 12 para 19 equipes, todas compostas por delegados e investigadores; uma força tarefa para investigar os crimes de ontem e também outras ocorrências violentas que vêm ocorrendo. Estamos fortalecendo todas as unidades e também os núcleos de inteligência. As operações estão nas ruas e vão continuar. Eu confio no trabalho que estamos realizando e confio nos policiais do Pará. Se compararmos dados do primeiro trimestre de 2018 com os de 2017 já temos redução nos crimes de homicídio, roubos e furtos”, disse o secretário de Segurança Pública do Pará.

Ainda de acordo com Luiz Fernandes, o planejamento feito e o acompanhamento das ocorrências, quase que em tempo real pela polícia, possibilita, mesmo quando acontecem fatos como o de ontem, evitar que ocorram novos crimes e com as investigações, chegar aos responsáveis. “As investigações são demoradas, mas possuem grande efetividade. É um trabalho continuado e, com certeza absoluta, podemos esperar que ele trará a tranquilidade esperada pela população e para os policiais também”, finalizou. O delegado geral, Cláudio Galeno, também falou das ações realizadas por seus policiais.

“Criamos uma força tarefa com vários delegados para iniciarmos de pronto as investigações, acompanhadas pelo Centro de Perícias Técnicas Renato Chaves. Coletamos todas as provas nos locais de crime, mas até o presente momento ninguém foi preso. Para crimes dessa natureza é necessária maior maturação e não estabelecemos tempo para dar a resposta, mas saibam que a Polícia Civil Judiciária está 24 horas trabalhando para elucidação desses e de outros crimes também”.

De acordo com informações da Segup, 16 policiais foram assassinados desde o início do ano na RMB, desses 3 estavam na reserva. Do total, 5 tiveram autores presos em flagrante; 7 estão com autoria já definida pelas investigações e outros 4 com autoria ainda em apuração, o que demonstra efetividade nas investigações. O coronel Hilton Benigno, comandante da Polícia Militar (PM), falou das ações feitas pela PM do Pará.

“A partir de amanhã trabalharemos com o expediente administrativo mínimo. Isso é uma forma de aumentar ainda mais o número de prisões. Ano passado, por exemplo, fizemos 26 mil prisões e apreendemos 4.700 armas. Em pouco tempo, os mais de 2 mil novos praças em formação também estarão nas ruas e mais 400 PMs convocados da reserva estarão na atividade fim”, complementou Hilton.

DIÁLOGO Uma reunião entre membros da Segup e da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros Militar do Pará, na segunda-feira (9) tratou sobre medidas que visam melhorias ao trabalho da categoria. A secretaria esclarece ainda que o comando da Polícia Militar também está investindo em treinamento, capacitação e na investigação das mortes de policiais militares. Nesta semana, mais 30 policiais, desta vez do interior, farão a Capacitação em Autoproteção Policial e se tornarão multiplicadores do conhecimento adquirido para o seu efetivo.

PLANO Elaborado no início deste ano, entre as ações do plano estão a formação de 2 mil novos policiais militares em formação que deverão ir para as ruas após a convocação de 400 reservistas da PM para o setor administrativo, em substituição a policiais da ativa, para as atividades operacionais, ou seja, no policiamento ostensivo nas ruas. É contemplado também dentro do plano de ações imediatas, cursos de comportamento de autoproteção; capacitações orientadas para os eixos de enfrentamento da criminalidade.

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